20.11.09

Cordas ao Cubo, Sexta 20, no CC, com entrada livre


As Cordas ao Cubo são um projecto constituído por 4 amigas com um gosto comum, a música. São um grupo amador da Cidade de Viseu, e que se inspira essencialmente em grandes nomes da música portuguesa como Zeca Afonso, Madredeus, Fausto, Amália, entre outros. As Cordas ao Cubo são Anabela Botelho, Sandra Pereira, Catarina Santos e Sílvia Almeida, e tocam violino, guitarra clássica, bandolim e percussão.

Para ver hoje, Sexta 20, às 22h00, no Café Concerto. A entrada é livre.

Milagre de uma noite de Outono


Texto publicado no Jornal do Fundão desta semana, a propósito do concerto de Rodrigo Leão no TMG, no passado Sábado.

19.11.09

A preparar o Entrudo



Durante todo o mês de Novembro, o TMG e a Câmara Municipal da Guarda promovem na Sala de Ensaios do TMG oficinas destinadas a educadores, professores, animadores e a membros das colectividades. O objectivo é a preparação do desfile do Carnaval da Criança e a preparação do Julgamento e morte do galo do Entrudo de 2010. Até ao final do mês, os participantes aprenderão a construir figurinos e máscaras expressivas, a trabalhar dinâmicas teatrais e técnicas de criação (a decorrer até amanhã, sexta-feira) e aprenderão ainda a construir e interpretar com instrumentos musicais improvisados.

Fotos da Oficina "Figurinos e máscaras em esponja", orientada por Ãngela Ribeiro entre 2 e 6 de Novembro.

8ª produção do Projéc~ estreia em Dezembro


"São Francisco de Assis" e "Mundo Imaginalis num quadro de Van Gogh" é o próximo espectáculo que o Projéc~ apresentará em Dezembro. Os textos são de Vicente Sanches, a encenação e interpretação é de Américo Rodrigues, a música original com interpretação ao vivo é de César Prata, a cenografia é de Zigud, os figurinos são de Maria Lino e o Desenho de luz é da autoria de António Freixo.
Trata-se da 8ª produção da estrutura de produção teatral do TMG, o Projéc~. A peça ficará em cena de 9 a 11 de Dezembro no Pequeno Auditório.

Foto de Armando Neves

Vídeos dos Festivais on-line Channel e Cologne Off


Nos próximos dias 24 e 25 de Novembro, o TMG apresenta, paralelamente à exposição “Digital Landscapes”, patente na Galeria de Arte até 3 de Janeiro, vídeos dos festivais on-line Vídeo Channel (dia 24) e Cologne Off (dia 25) no Café Concerto. Em ambos casos trata-se de uma selecção do artista Wilfried Agrícola de Cologne. Nitin Das, Ascan Breuer, Marita Contreras, Masha Yozefpolsky, Anna Porzelt, Heidi Kumao, Les Riches Douaniers, Soumendra Padhi e Boris Sribar são alguns dos artistas cujos vídeos serão projectados. Os vídeos incidem sobre a temática da violência e da identidade.
As sessões têm entrada livre e estão ambas marcadas para as 21h30.

18.11.09

Teatro do Tintinolho estreia sábado no TMG




São actores amadores e reuniram-se porque têm em comum uma imensa paixão pelo teatro. Formaram o Teatro do Tintinolho e agora, com o apoio do TMG, apresentam a peça "Minimamente", a partir de "Histórias Mínimas", do dramaturgo espanhol Javier Tomeo. A peça estreia no Pequeno Auditório, no sábado, dia 21 de Novembro. Trata-se de um conjunto de pequenas, deliciosas e desconcertantes histórias recheadas de humor absurdo, surreal, e com uma subtil crítica social à mistura.
O Teatro do Tintinolho não é uma companhia, mas um grupo de pessoas da Guarda com experiências teatrais diversas. O desafio foi lançado em meados do ano pelo Serviço Educativo do TMG a algumas pessoas que esporadicamente participam em iniciativas como o espectáculo Guarda: Rádio Memória, produzido em 2008 pelo TMG. O Teatro do Tintinolho é pois um projecto teatral de amadores que representa uma séria oportunidade para estas pessoas fazerem teatro.
Trata-se de trabalho colectivo com interpretação de Agostinho da Silva, António Godinho, Carlos Lopes, Cristina Fernandes, Daniel Rocha, Filipa Teixeira e Albino Bárbara. O apoio à encenação é de Américo Rodrigues e a sonoplastia é da autoria de Victor Afonso.

Fotos de ensaio da autoria de Armando Neves

17.11.09

Próximos concertos do Assobio


O Assobio continua em digressão com o seu primeiro disco de originais, editado com a etiqueta do TMG. Em Novembro, o projecto de César Prata e Vanda Rodrigues que reinventa a música tradicional com sonoridades electrónicas vai andar por terras de Espanha.
No dia 27, a dupla tem concerto marcado para o Teatro Cervantes, de Béjar às 20h30 (hora local) e no dia seguinte no Teatro Nuevo de Ciudad Rodrigo às 22h00 (hora local).
Já em Dezembro, o Assobio actuará no dia 5 no Teatro Avenida de Castelo Branco às 17h00 e a no dia 19 no Pequeno Auditório do Teatro Municipal de Vila Real, às 21h30.

"Cordas ao cubo" revisitam grandes nomes da música portuguesa como Zeca Afonso e Amália


Na sexta-feira, dia 20 de Novembro, o palco do Café Concerto recebe em concerto, extra-programação, o quarteto "Cordas ao cubo", de Viseu.
Trata-se de um projecto constituído por quatro raparigas; um grupo amador cuja herança está assente nas suas vincadas raízes beirãs.
Este grupo inspira-se, essencialmente, em grandes nomes da música portuguesa como Zeca Afonso, Madredeus, Fausto, Amália, entre outros. Têm como lema a simplicidade vocal e instrumental tão própria e bonita da música lusitana. Por entre os seus dedos, ouvem-se instrumentos acústicos de cariz tradicional. "Cordas ao cubo" são Anabela Botelho no violino, Sandra Pereira na guitarra clássica, Catarina Santos no bandolim e Sílvia Almeida na percussão tradicional (timbalão, pau de chuva, pandeireta).
O concerto está marcado para as 22h00 e tem entrada livre.

Sessão pedagógica sobre a origem do universo no Café Concerto


O universo e a teoria da evolução das espécies explicada aos mais novos pelo professor António Costa, que lecciona na área das ciências Físicas e Químicas na Escola Regional Dr. José Dinis da Fonseca (Guarda). Trata-se de uma sessão pedagógica intitulada "Anãs Brancas e homenzinhod verdes - uma biografia do universo" que o TMG promove, através do seu Serviço Educativo, na próxima quarta-feira, dia 25 de Novembro, no Café Concerto às 14h30, tendo por destinatários os alunos e professores dos 2º e 3º ciclos do ensino básico.
Todos os astros que observamos no céu nocturno contam uma história, uma ideia, um conceito. Será que através deles podemos perceber como começou o Universo? De onde vêm as partículas de matéria de que somo feitos? De onde vêm as galáxias? Como começou a vida? E como irá tudo acabar? A teoria da evolução de Darwin é totalmente correcta? A partir destas respostas e a outras questões, esta sessão de cariz pedagógica permitirá fazer uma biografia dessa máquina complexa e fascinante chamada Universo (actividade no âmbito do Ano Internacional da Astronomia e nos 200 anos do nascimento de Darwin).

16.11.09

Música e Dança para bebés com a orientação da Companhia de Dança de Almada


Para este Sábado, o TMG preparou duas oficinas, orientadas por bailarinos da Companhia de dança de Almada uma de música e outra de dança que têm como destinatários exclusivos bebés e crianças.
Durante a manhã, a partir das 10h00, decorrerá na Sala de Ensaios do TMG a oficina “Música e movimento para bebés” (dos 0 aos 24 meses). E à tarde, no mesmo local, é a vez da oficina “Dança e movimento para crianças” (dos 3 aos 6 anos).
Estas oficinas pretendem que os bebés e crianças travem conhecimento com as várias formas de arte, desenvolvam a sua capacidade de criação usando vários materiais, e recorrendo ao corpo e à voz. Para além do entretenimento inerente existe o objectivo de despertar na criança o gosto pelo movimento e pelas suas várias formas de expressão. O envolvimento dos pais é importante no processo de relacionamento sócio-afectivo no âmbito das oficinas de música, dança e movimento.
De referir que a participação nas duas oficinas implica um adulto acompanhante por bebé/criança. Cada oficina está limitada a 15 participantes.

Fotografia de Sofia Rodrigues no Table of Contents


A partir de amanhã (17de Novembro) e até ao final deste mês, o TMG apresenta fotografia da autoria de Sofia Rodrigues. O trabalho está integrado na iniciativa Table of Contents, intitula-se "I saw them in the night with those funny shoes on" e pode ser visto no horário de funcionamento do Café Concerto nos stand up's informativos das mesas do CC.

"Rasganço" de Raquel Freire, quarta no TMG


Na quarta-feira, dia 18 de Novembro, o Cineclube da Guarda com o apoio do TMG apresenta, no Pequeno Auditório, às 21h30, o filme "Rasganço" da realizadora portuguesa Raquel Freire.
No filme, Coimbra, a mais complexa de todas as personagens, conta a história: «Eu não sou só uma cidade. Sou uma estufa. Uma reserva natural para estudantes, onde eles vivem em plena liberdade.
Sou uma espécie de doce, entre a adolescência e a idade adulta. Mas só para os que puderam estudar. Os melhores. Eles sabem que são uma elite.
Uma manhã de Janeiro chegou um homem. Apaixonou-se por mim e pelas minhas mulheres. Tolo, não percebeu que EU não sou para quem quer, mas para quem pode; e que o amor não abre as minhas velhas portas».

13.11.09

Tarde de sábado com arte digital


No TMG, o Sábado à tarde é dedicado às artes digitais. Às 16h00 no Café Concerto o artista guardense José Vieira apresenta a conferência "A autoria na arte digital". Depois, às 18h00, é inaugurada na Galeria de Arte a exposição "Digital Landscapes" que reune vários trabalhos de dezenas de artistas portugueses e estrangeiros. Na abertura, o artista António Azenha apresentará a performance "Transhuman". De referir que a exposição tem entrada livre e que ficará patente até 3 de Janeiro.

Na imagem, "landscape murder" do artista português Jorge Simões.

12.11.09

Fotos de ensaio de "Minimamente" do Teatro do Tintinolho




São actores amadores e reuniram-se porque têm em comum uma imensa paixão pelo teatro. Formaram o teatro do Tintinolho e agora, com o apoio do TMG, através do seu Serviço Educativo, apresentam a peça "Minimamente", a partir de "Histórias Mínimas" do dramaturgo espanhol Javier Tomeo. A peça sobe ao palco do Pequeno Auditório no sábado, dia 21 de Novembro.
Trata-se de uma encenação colectiva com interpretação de Agostinho da Silva, António Godinho, Carlos Lopes, Cristina Fernandes, Daniel Rocha, e Albino Bárbara e com sonoplastia de Victor Afonso.
Em cima, mostramos algumas fotos de ensaio de "Minimamente" tiradas por Armando Neves.

"Transhuman" na exposição "Digital Landscapes"


A arte digital está em alta este sábado (14 de Novembro) no TMG. Logo a seguir à conferência do artista José Vieira, intitulada "A autoria na arte digital" (às 16h00) no Café Concerto segue-se a inauguração da exposição "Digital Landscapes" na Galeria de Arte (às 18h00).
Vários artistas digitais nacionais e estrangeiros vão expor no TMg até 3 de Janeiro de 2010. A abertura da exposição contará ainda com a performance do artista António Azenha que apresentará “Transhuman”.
A performance remete para histórias e mitos, tal como Icarus que no seu voo se aproximou demasiado do sol, ultrapassando os seus limites sofrendo as consequências inerentes por tal feito. A forma humana sendo um tema predominante na história da arte, expressa-se em três diferentes estilos de imagens base, a clássica, o ciborg e a identidade transcendente. Já na renascença os artistas pensavam a figura humana em termos científicos, em estudos anatómicos, matemáticos e na concepção do espaço. Neste começo do III Milénio vemos a forma humana como um estado de arte em desenvolvimento, como no caso do robot humanóide mais avançado do mundo “Asimo” da Toyota. Neste campo a robótica facilmente se mistura com a ciência para ultrapassar algumas necessidades sociais, na realização de próteses inteligentes, olhos digitais, etc. Esta permissão de infiltração da tecnologia no corpo humano, encoraja perspectivas futuristas através de inovações tecnológicas. Aos poucos, peças manufacturadas estão a substituir a forma humana, procurando o ideal do Homem.
A entrada é livre.

11.11.09

Hoje há música com "Out of the cool"


Para "Out of the cool" a dupla Domenico Ricci (piano) e Manuel Cochofel (flauta) convidaram o contrabaixista João Lucas. Hoje, às 21h30, no Pequeno Auditório, a dupla promete elementos da tradição clássica, jazz, new age e pop. Uma viagem sonora que tem como peça símbolo "Out of the Cool" de Dave Heath.

David Heath é um destacado compositor Britânico nascido em 1956 em Manchester. Aluno de flauta transversal, estudou na prestigiada Guildhall School of Music and Drama de Londres, com o não menos prestigiado William Bennett, entre outros. Aí, com a idade de apenas 17 anos, começou a tocar profissionalmente, integrando agrupamentos de Jazz moderno.
Em 1978, um colega seu pede-lhe que componha algo que ele pudesse tocar e que lhe desse a impressão de que estava a tocar jazz. Assim nasceu ‘Out of the Cool’, a sua primeira composição. Desde então tem sido largamente tocada bem como adaptada para outros instrumentos, como sejam o saxofone ou o violino.

Pedro Russo é o cientista convidado do "Dois dedos de ciência"


Pedro Russo (Figueira de Castelo Rodrigo) é um astrofísico português, coordenador global do Ano Internacional da Astronomia 2009.
Licenciou-se em Astronomia e tem um Mestrado em Geofísica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Porto. Foi no Centro Multimeios de Espinho que descobriu o gosto pela comunição e divulgação de ciência.
Em 2008, coordenava globalmente o Ano Internacional da Astronomia 2009, uma iniciativa da União Astronómica Internacional e da UNESCO e apoiada ao mais alto nível pelas Nações Unidas. Vive em Munique e está integrado no grupo de trabalho da Agência Espacial Europeia/telescópio espacial Hubble na Organização Europeia para a Investigação em Astronomia no Hemisfério Sul (ESO). Nunca tendo deixado a investigação científica, iniciou o doutoramento sobre a atmosfera do planeta Vénus no Instituto Max Planck. A nível internacional colabora activamente com diferentes organizações, como a União Astronómica Internacional, a Comissão 55-Comunicação de Astronomia com o Público, a Rede Europeia de Ciências Planetárias (Europlanet), a União Geofísica Internacional e a Federação Astronáutica Internacional. É o editor da revista científica Communicating Astronomy com o Public Journal.

Pedro Russo é o cientista convidado para a tertúlia "Dois dedos de ciência" que o TMG, através do Serviço Educativo, promove esta sexta-feira (13 de Novembro) às 21h30 no Café Concerto. A entrada é livre.

10.11.09

Rodrigo Leão e Cinema Ensemble apresentam “A Mãe”


Rodrigo Leão e o Cinema Ensemble vão estar com "A Mãe", o novo disco de originais, editado este ano, no Grande Auditório do TMG no sábado, dia 14 de Novembro, às 21h30. Um concerto imperdível com temas novos como «Vida Tão Estranha», e também outros momentos altos do seu reportório, como «A Casa», «Voltar» ou «Solitude».
Dono de uma das mais interessantes discografias do nosso país, o músico e compositor Rodrigo Leão tem conhecido o sucesso dentro e fora de portas, facto que lhe tem permitido ter convidados de peso nos seus discos, como aconteceu com Ryuichi Sakamoto, Stuart Staples (Tindersticks) ou Beth Gibbons (Portishead). E isso reflecte apenas uma intensa ética de trabalho que nasce de uma dedicação profunda à música, patente desde sempre na sua carreira. Na década de 80, o seu visionário trabalho na Sétima Legião lançou pistas que ainda hoje são exploradas pela nossa pop. Fez também parte dos Madredeus, grupo com que começou por explorar o mundo e com quem gravou três álbuns que angariaram aplausos em todo o planeta. Logo depois, Rodrigo aventurou-se a solo com enorme sucesso. «Ave Mundi Luminar», editado em 1992, levou o seu nome aos mais importantes mercados do mundo. Seguiram-se trabalhos como «Mysterium» (1995), «Theatrum» (1996), «Alma mater» (2000) e a compilação «Pasion» (também de 2000). Com o álbum «Cinema», de 2004, a sua música alcançou novas audiências, reaproximando-o da esfera pop. Depois, a compilação «O Mundo», lançada internacionalmente em 2006, garantiu-lhe os mais rasgados elogios: Pedro Almodovar, por exemplo, não teve dúvidas e descreveu Rodrigo Leão como «um dos mais inspirados compositores do mundo». Finalmente, em 2007, Rodrigo deu música às imagens da excelente série de televisão «Portugal – Um Retrato Social» e percorreu com sucesso várias salas do nosso país. Seguiu-se o desafio dos responsáveis pela maior série de ficção já produzida em Portugal, «Equador», para a qual Rodrigo compôs algumas evocativas peças que são já momento alto dos seus concertos.
Em palco com Celina da Piedade, Ana Vieira, Viviena Toupikova, Marco Pereira, Bruno Silva, Luís Aires e Luís San Payo, Rodrigo Leão volta a convocar as melodias mágicas que lhe têm valido aplausos constantes em todo o mundo.

Era uma vez...Um capucho, dois lobos e um porco vezes três


Amanhã, quarta-feira, o TMG promove durante a manhã (10h00) uma sessão do Serviço Educativo com a história "Um capucho, dois lobos e um porco vezes três". Neste espectáculo, Sónia Baptista (criadora e intérprete) transforma o livro "Histórias em verso para meninos perversos" de Dahl (integrado no Plano Nacional de Leitura) numa peça, em que três intérpretes se desdobram, encarnam e povoam palavras, músicas e imagens em movimento. No final, nem a menina capuchinho ficou tão indefesa, nem o lobo tão bestial ou o porco tão feliz.

9.11.09

Inauguração da exposição “Digital Landscapes” sábado no TMG


Será inaugurada no sábado, dia 14 de Novembro, e ficará patente até ao início do próximo ano, na Galeria de Arte do TMG, a exposição de arte digital intitulada FONLAD #5 09 - Festival On Line de Artes Digitais 5ª edição “Digital Landscapes”. A exposição reúne trabalhos de vários artistas portugueses e estrangeiros, a saber: Alfonso Caputo (IT), António Azenha (PT), Jorge Simões (PT), José Higino (PT), José Pedro Reis (PT), Paulo Corte Real (PT), Tatiana Santos (PT), Agricola de Cologne (Alemanha), Boskizzi (IT), Jeroen Holthuis (Holanda), Ebert Brothers (Alemanha), Katie Bush (EU), Christopher Cassidy (EU), Cecilia Urioste (Brasil), Arthur Tuoto (Brasil), César Peralta (México) e David Burns (EU).
A arte do séc. XXI encaminha-se vertiginosamente para uma forma digital onde o suporte deixou de ser o objecto: no extenso mundo que se nos apresenta através das milhares redes de computadores que nos ligam a toda a parte do mundo, a Internet assume-se não só como um importante meio de divulgação artístico mas também criativo. Afigurando-se como um mundo oculto do olhar (o mundo digital necessita de um interlocutor para ser apreendido, em geral um écran de computador) um outro mundo (virtual e não real) se vislumbra para lá dos pixels luminosos que o separam da nossa realidade. Para conhecermos este mundo, para percebermos as suas potencialidades criativas, devemos interagir com ele.
Pretendendo apresentar este mundo ao grande público, nomeadamente através de uma exposição na internet e em espaço físico, a Associação Cultural IC Zero, em parceria com a Associação dos Antigos Alunos da Arca-Euac, apresenta em quinta edição o festival FONLAD.
Precede a inauguração desta exposição a performance “Transhuman” do artista António Azenha, um trabalho que remete para histórias e mitos como a de Icarus que no seu voo se aproximou demasiado do sol.

A exposição “Digital Landscapes” tem entrada Livre e ficará patente na Galeria de Arte até 3 de Janeiro de 2010.

José Vieira apresenta conferência “A autoria na arte digital”


No Sábado (14 de Novembro) às 16h00, o Café Concerto do TMG vai ser palco da conferência “A autoria na arte digital”, apresentada por José Vieira.
A criação contemporânea, na sua vertiginosa “corrida” aos novos meios digitais electrónicos colocou um problema face ao criador da obra de arte: o problema da autoria. Se no passado a assinatura era a marca inquestionável da autoria do artista, o presente contemporâneo (com o uso das novas tecnologias) elevou à potência máxima o postulado de Walter Benjamin sobre a aura da obra arte: a obra de arte passou a ser encarada como algo “natural” (ou banal) no plano cultural dos nossos dias, através da sua reprodução e utilização por parte dos média.
José Vieira nasceu na Guarda em 1962, licenciou-se em Pintura em 92 e obteve o grau de Mestre em Comunicação Estética (dissertação "A Autoria na Arte Digital" (2008) pela Escola Universitária das Artes de Coimbra. Tendo sido a sua actividade inicial centrada na pintura, em 2000 afasta-se definitivamente da pintura enveredando pelo campo do digital e da instalação. Em 2008 é convidado a integrar os comités artísticos do Ventipertrenta (Festival de Arte Digital Italiano) e do Ars Latina (projecto artístico organizado pela Associação Terra del Arte de Itália).
“A autoria na arte digital” tem entrada livre, precede a inauguração da exposição “Digital Landscapes” na Galeria de Arte do TMG.
Este debate, que tem entrada livre, precede a inauguração da exposição Fonlad#5 09 - Festival on line de artes digitais,“Digital Landscapes” , às 18h00, na Galeria de Arte do TMG.

Dois dedos de ciência com Pedro Russo


O TMG, através do seu Serviço Educativo, dá continuidade neste quadrimeste à actividade "Dois dedos de ciência". O próximo encontro está marcado para esta sexta-feira, dia 13 de Novembro, no Café Concerto, a partir das 21h30,e tem como convidado o cientista Pedro Russo.
Pedro Russo
é astrofísico, natural de Figueira de Castelo Rodrigo (distrito da Guarda). Licenciou-se em Astronomia e tem um Mestrado em Geofísica. É o actual coordenador global do Ano Internacional da Astronomia 2009, uma iniciativa da União Astronómica Internacional e da UNESCO e apoiada ao mais alto nível pelas Nações Unidas. Pedro Russo tem uma intensa actividade profissional (ao nível da investigação e comunicação científica), vive em Munique e está integrado no grupo de trabalho da Agência Espacial Europeia/telescópio espacial Hubble na Organização Europeia para a Investigação em Astronomia no Hemisfério Sul (ESO). É o editor da revista científica “Communicating Astronomy”.
Esta sessão, no Café Concerto do TMG, permitirá conhecer melhor o seu trabalho de investigação na área da Astronomia. A entrada é livre.

Clássica, pop, jazz e new age cruzam-se no espectáculo "Out of the cool"


A dupla de músicos Manuel Cochofel (flauta) e Domenico Ricco (piano) apresentam "Out of the cool", um concerto que é também uma viagem por vários estilos musicais. Da pop à new age, da clássica ao jazz a dupla apresenta elegantes e novas sonoridades. A peça símbolo deste projecto é "Out of the cool" do compositor Dave Heath, escrita sob a influencia da música de Miles Davis e John Coltrane.
Para ver e ouvir esta quarta-feira (11 de Novembro), às 21h30 no Pequeno Auditório.

Um capucho, dois lobos e um porco vezes três


"Um capucho, dois lobos e um porco vezes três" é o espectáculo que o TMG apresenta através do seu Serviço Educativo esta quarta-feira, às 10h00 no Pequeno Auditório. Tendo como destinatário, o público escolar, este espectáculo entrecruza duas das mais famosas histórias do universo infantil: o capuchinho vermelho e os três porquinhos. A criadora, actriz e encenadora Sónia Baptista dá vida a alguns dos personagens, acompanhada por Miguel Bonneville e Rogério Nuno Costa.
Trata-se de uma apresentação no âmbito da rede cultural 5 Sentidos partilhada pelo Teatro Municipal da Guarda, Centro Cultural Vila Flor, Teatro Maria Matos, Teatro Virgínia e pelo Teatro Viriato.

6.11.09

Júlio Pereira apresenta "Geografias", o seu último disco, no TMG sábado


“Geografias”, o último disco de Júlio Pereira, marca o seu reencontro com os palcos. O músico português vai apresentá-lo ao vivo, amanhã sábado (7 de Novembro), no Grande Auditório do TMG às 21h30.
Um concerto onde poderemos ouvir o virtuosismo do músico que, ao longo de 30 anos de carreira como compositor, produtor e multi-instrumentista, marcou a música portuguesa e a consideração étnica das suas raízes, cruzando os sons tradicionais com as correntes estéticas que marcam as sucessivas contemporaneidades.
Júlio Pereira percorrerá agora sonoridades de mundos com muitas latitudes e padrões acústicos, onde os contextos locais e regionais de referência se mesclam na universalidade sem lugar da própria música.
Júlio Pereira tem 15 álbuns na sua discografia e interviu em centenas de discos como instrumentista, orquestrador ou produtor. De referir também a importância e a íntima ligação à carreira de José Afonso, a partir de finais dos anos 70, bem como a sua participação em trabalhos conjuntos com Pete Seeger e The Chieftains".
Em palco acompanham Júlio Pereira (no bandolim) os músicos Miguel Veras (guitarra) e Sofia Vitoria (teclado e voz).

Fotos de ensaio de "Jardim Zoológico de Cristal"





"Jardim Zoológico de Cristal" de Tennessee Williams hoje à noite (6 de Novembro) no Grande Auditório do TMG.

Fotos de ensaio da autoria de Armando Neves

A história de Jardim Zoológico de Cristal


Jardim Zoológico de Cristal é uma peça-memória: toda a acção é despoletada pelas evocações de um narrador, Tom Wingfield, também ele personagem da peça. Tom é um poeta aspirante, que trabalha num armazém de sapatos para sustentar a família...

Tom: «Eu sou o narrador e, ao mesmo tempo, personagem da peça. As outras personagens são a minha mãe, Amanda, a minha irmã Laura, e um convidado, que aparece nas cenas finais. Ele é a personagem mais realista da peça, o emissário de um mundo de realidade de que nós estávamos de certo modo afastados. Mas, já que tenho uma fraqueza de poeta por símbolos, vou usar esta personagem também como um símbolo. Ele é aquele não-sei-quê sempre adiado, mas sempre esperado, por que vivemos. Há uma quinta personagem nesta peça, que só aparece numa fotografia em tamanho maior que o real, por cima da lareira. É o nosso pai, que nos deixou há muito. Era um homem dos telefones que se apaixonou pelas longas distâncias. Desistiu do emprego na companhia telefónica e foi-se daqui, a cantar à chuva…»

"Jardim Zoológico de Cristal" do dramaturgo norte-americano Tennessee Williams é a peça que o Ao Cabo Teatro traz ao TMG hoje à noite. Com encenação de Nuno Cardoso, a peça conta com a interpretação de Maria do Céu Ribeiro, Micaela Cardoso, Luís Araújo e Romeu Costa.
O espectáculo é para maiores de 12 anos e tem início marcado para as 21h30 no Grande Auditório.

5.11.09

Jardim Zoológico de Cristal


Ao Cabo Teatro está de regresso com "Jardim Zoológico de Cristal", peça-memória sobre um mundo em crise. Quatro personagens em busca de um futuro - pessoas que são símbolos, embora sofram, vivam e desejem como pessoas normais - dão corpo à encenação de Nuno Cardoso. Um projecto de criação e digressão que oferece esta peça emblemática da dramaturgia norte-americana aos públicos de todo o país.
No TMG, Jardim Zoológico de Cristal sobe ao palco do Grande Auditório, amanhã (6 de Novembro), às 21h30.


«As coisas têm uma tendência para correr tão mal.»
Tennessee Williams, Jardim Zoológico de Cristal

Olivetreedance: música para dançar no Café Concerto hoje!


Oliver, Gupi, Xoben & Zé Puto, do projecto Olivetreedance, sobem ao palco do Café Concerto hoje à noite, às 22h00, para mostrar à audiência a fusão tribal da música de dança com instrumentos acústicos como o didgeridoo. O espectáculo está integrado no Outonalidades' 09 - Circuito Português de Música ao Vivo.

4.11.09

Teatro do Tintinolho apresenta "Minimamente"


Ensaiam há já alguns meses no TMG e em comum têm a sua paixão pelo teatro. O Teatro do Tintinolho não é uma companhia é sim um grupo de pessoas da Guarda com experiências teatrais diversas. O desafio foi lançado pelo TMG através do seu Serviço Educativo a algumas pessoas que esporadicamente participam em algumas iniciativas do TMG (Guarda: Rádio Memória, por exemplo). Responderam à chamada Agostinho da Silva, António Godinho, Carlos Lopes, Cristina Fernandes, Daniel Rocha, Filipa Teixeira e Albino Barbara. O Tintinolho é pois um projecto teatral de amadores que representa uma séria oportunidade para estas pessoas fazerem teatro.
Para a peça "Minimamente", que o Teatro do Tintinolho apresentará a 21 de Novembro no TMG, foram reunidos textos do dramaturgo espanhol Javier Tomeo. Trata-se de um conjunto de pequenas, deliciosas e deconcertantes histórias recheadas de humor absurdo, surreal, e com uma subtil crítica social à mistura.

Sobre Jardim Zoológico de Cristal

Jardim Zoológico de Cristal - trailer Santiago from Ao Cabo Teatro on Vimeo.


A obra de Tennessee Williams traz-nos uma galeria de personagens singulares, pessoas que são símbolos embora sofram e vivam como pessoas normais. O ‘realismo poético’ que marca toda a sua obra oferece-nos um mundo quase igual ao que conhecemos, mas deslocado para uma leitura simbólica que nos faz questionar estas personagens tal como nos questionamos a nós próprios. Partindo de uma narrativa/memória com fortes marcas autobiográficas, Williams inspira-se em Tchekov para nos oferecer pessoas ordinárias que parecem carregar sobre si as angústias, os dilemas, o desejo de felicidade de toda a humanidade.
A escolha deste texto sintetiza todo um programa artístico: o reexercício, por uma equipa jovem, mas com créditos firmados no seu trabalho colectivo, de um modelo criativo que desafia uma linguagem de aparente verosimilhança e imediatismo mimético para chegar a uma linguagem que ponha em jogo o actor e o espectador português neste ano de 2009. Ou seja, a busca de uma desmontagem, de uma desconstrução, que afirme, paradoxalmente, o construído, o acumulado, na busca de uma linguagem artística do presente.
Nesta peça, a construção cénica complexa – em planos de espaço desencaixados que ilustram uma flutuação entre diferentes planos temporais e emocionais – propõe uma utilização expecialmente codificada das áreas de representação, a projecção de legendas escritas e de imagens realistas ou simbólicas, bem como o uso persistente do comentário musical em ligação íntima com o texto, o que exigirá uma orquestração peculiar das diferentes especialidades no sentido de cumprir as disposições do guião proposto por Williams, ou de lhe criar variantes.
[Texto de apresentação retirado daqui]

Ao Cabo Teatro apresenta "Jardim Zoológico de Cristal" na sexta-feira, às 21h30 no Grande Auditório. Bilheteira on line em www.tmg.com.pt

Tennessee Williams, o autor de Jardim Zoológico de Cristal


Dramaturgo, poeta e ficcionista, Thomas Lanier Williams nasceu em 1911, em Columbus, Mississipi. O seu pai, Cornelius Coffin, vendedor de sapatos emocionalmente ausente, provinha de uma importante família política do Tennessee. A sua mãe, Edwina Dakin Williams, era filha de um pastor evangélico. A irmã mais velha, Rose, era emocional e mentalmente instável e veio a sofrer uma lobotomia frontal. A relação com esta irmã e a sua doença exerceram uma influência notória na vida e no trabalho de Williams.

Quando, em 1929, entra na Universidade do Missouri, o seu profundo acento sulista e a sua pobreza valeram-lhe a alcunha de ‘Tennessee’. A situação financeira da família obrigá-lo-ia, aliás, a abandonar a universidade e a empregar-se na mesma fábrica de sapatos onde trabalhava o seu pai. Williams tinha começado a escrever na sua infância, quando a mãe, para o distrair da inactividade forçada provocada pela difteria, lhe ofereceu uma máquina de escrever. Em 1938, regressa à Universidade, desta vez no Iowa, e obtém a sua graduação aos 27 anos. Aí estrearia a sua primeira peça, Spring Storm, ainda assinada por Tom Williams.

Mudou-se então para New Orleans e adoptou definitivamente o nome de Tennessee Williams. Com um novo nome, uma nova casa e um talento promissor, Williams assume publicamente a sua homossexualidade. Em 1939, recebe o seu primeiro prémio por American Blues, colectânea de peças curtas. No ano seguinte, a sua primeira peça de grande fôlego, Battle of Angels (mais tarde reescrita e republicada com o título Orpheus Descending), torna-se a primeira a ser produzida num contexto profissional e fracassa rotundamente.

Em 1944/45, dá-se então o ponto de viragem na sua carreira: The Glass Menagerie (O Jardim Zoológico de Cristal) é produzido em Chicago com grande sucesso e, logo depois, chega à Broadway. Fortemente autobiográfica, a peça ganharia o prémio do New York Drama Critics' Circle como melhor peça do ano. O êxito levaria a que, nos oito anos que se seguiram, fossem produzidas na Broadway A Streetcar Named Desire, Summer and Smoke, The Rose Tattoo e Camino Real. A primeira destas peças venceria o Prémio Pulitzer, afirmando-o definitivamente como dramaturgo de referência.

É nesta altura que conhece Frank Merlo, por quem se apaixonará. A relação com Merlo, que se prolongará até à morte deste, em 1961, virá aliás a contribuir para estabilizar a vida de Williams, eterno depressivo que vivia no pânico de enlouquecer, tal como acontecera à irmã.

Estes foram os anos mais produtivos da vida de Williams. As suas peças conheceram grande êxito dentro e fora dos Estados Unidos: The Rose Tattoo (1951); Cat on a Hot Tin Roof (1955), que lhe valeria o seu segundo Pulitzer; e Night of the Iguana (1961).

Tennessee Williams ofereceu à dramaturgia americana personagens inesquecíveis, uma visão singular da vida no Sul dos EUA, mas também alguns retratos poderosos da condição humana. Interessava-lhe sobretudo aquilo a que chamava ‘realismo poético’, o uso de objectos quotidianos que, pela sua repetição e contextualização, se impregnam de significados simbólicos.

Os anos sessenta marcam tempos difíceis para Williams. Tornara-se dependente de drogas e tudo se aprofundou com a morte de Merlo, que o atirou para dez anos de depressão, insegurança sobre o seu trabalho e um ciúme doentio dos sucessos dos dramaturgos mais jovens.

Em 1969, passa dois meses num programa de desintoxicação da sua dependência prolongada de anfetaminas, barbitúricos e álcool. Neste período, escreve In the Bar of a Tokyo Hotel, sobre a dificuldade de criar uma obra de arte, e The Two Character Play, que retrata a dúvida pessoal do autor e o seu alcoolismo.

Em 1975, publica as suas reveladoras Memoirs. A sua última peça, A House Not Meant to Stand conheceu a sua estreia em 1982, no Goodman Theatre of Chicago. Em 1983, Williams morreria asfixiado, no Hotel Elysée, em Nova Iorque, depois de uma noite de excessos.


"Jardim Zoológico de Cristal" é a peça de Tennessee Williams que o Ao Cabo Teatro apresenta no TMG esta sexta-feira (6 de Novembro). Uma encenação de Nuno Cardoso.

Na imagem, a capa da revista Time com a fotografia de Tennessee Williams.

Rodrigo Leão, no TMG dia 14


Rodrigo Leão vai estar com "A Mãe", o seu novo disco de originais, editado este ano, no Grande Auditório do TMG no sábado, dia 14 de Novembro.
Um concerto imperdível onde o ex Madredeus interpreta ao vivo temas novos como «Vida Tão Estranha» e também outros momentos altos do seu reportório, como «A Casa», «Voltar» ou «Solitude».
Adquira bilhetes para este espectáculo aqui.

3.11.09

Júlio Pereira


Como multi‑instrumentista, compositor e produtor, ao longo de 30 anos de carreira, Júlio Pereira tem norteado a sua preocupação artística por parâmetros que tomam como referência a universalidade das manifestações culturais.
O que, de forma nenhuma, contraria a importância do seu trabalho no âmbito da música tradicional portuguesa e da consideração étnica dos sons e das suas raízes. É que esse trabalho sempre teve como horizonte a incorporação da tradição portuguesa nas correntes estéticas que marcam as sucessivas“contemporaneidades".
Assim, as suas obras de autor, concretizadas em 15 discos de longa duração, depois de reflectirem a importância da inovação musical dos anos 60/70, cen­traram‑se num trabalho de recuperação renovadora dos sons dos instrumentos tradicionais “quase perdidos” — de que os mais paradigmáticos exemplos são Cavaquinho (1981) , Braguesa (1982) e O meu bandolim (1992) —, bem como, sobretudo a partir dos anos 90, na associação desses sons a (sempre) novas soluções acústicas — como Rituais (2000) significativamente documenta. O que, aliás, o situa como figura incontornável da música portuguesa da se­gunda metade do séc. XX.
Embora o seu trabalho não se tenha — até agora, e dominantemente — cruzado com a melodização de textos, a sua selectividade poética leva‑o, actual­mente, a preparar um disco - Faz-de-conta - que se cruza com nomes nucleares de autores de língua portuguesa, como Eugénio de Andrade e Vinicius de Moraes.
A atestar a sua experiência e o seu testemunho musical, referem‑se a centena de discos em que interveio como instrumentista, orquestrador ou produtor. Não sem deixar de referir a importância da sua íntima ligação à carreira de José Afonso, a partir de finais dos anos 70, bem como a sua participação em trabal­hos conjuntos com Pete Seeger e The Chieftains.

João Luís Oliva

Júlio Pereira apresenta o seu mais recente disco, "Geografias" no Grande Auditório do TMG este sábado (7 de Novembro) às 21h30. Adquira bilhetes para o espectáculo aqui.

Director do TMG convidado para o Fórum Teatral Ibérico

Entre 6 e 8 de Novembro decorre no Teatro López de Ayala em Badajoz (Espanha) o Fórum Teatral Ibérico - Segundo Encontro Teatral da Raia. Este importante fórum ibérico irá contar com a participação do Director do TMG, Américo Rodrigues, que foi convidado a apresentar o projecto “Na(s)cer Cansado”, a partir de Henri Michaux, na primeira Mesa Redonda deste encontro cultural, intitulada “Proyectos Conjuntos España / Portugal”, marcada para as 11h30 (hora espanhola) de sexta-feira 6 de Novembro. O fórum prolongar-se-á até dia 8 e nele terão lugar a apresentação de projectos, circuitos transfronteiriços, informação sobre apoios, e ainda lançamento de livros, apresentação e estreias de espectáculos.

2.11.09

Famílias ao Teatro! e as bolas de sabão da Companhia Marimbondo


Em Novembro, o TMG propõe um espectáculo onde as protagonistas são bolas de sabão. A iniciativa Famílias ao Teatro apresenta este sábado, às 16h00, no Pequeno Auditório o espectáculo de animação "Sonhos Flutuantes" da Companhia Marimbondo.

O "Jardim Zoológico de Cristal" do Ao Cabo Teatro, no TMG sexta-feira


Esta sexta-feira, o Ao Cabo Teatro apresenta no Grande Auditório do TMG (às 21h30) a sua mais recente produção, a peça "Jardim Zoológico de Cristal" deTennessee Williams.
A obra deste dramaturgo americano traz-nos uma galeria de personagens singulares, pessoas que são símbolos embora sofram e vivam como pessoas normais. O ‘realismo poético’ que marca toda a sua obra oferece-nos um mundo quase igual ao que conhecemos, mas deslocado para uma leitura simbólica que nos faz questionar estas personagens tal como nos questionamos a nós próprios. Partindo de uma narrativa/memória com fortes marcas autobiográficas, Williams inspira-se em Tchekov para nos oferecer pessoas ordinárias que parecem carregar sobre si as angústias, os dilemas, o desejo de felicidade de toda a humanidade.
A escolha deste texto sintetiza todo um programa artístico: o reexercício, por uma equipa jovem, mas com créditos firmados no seu trabalho colectivo, de um modelo criativo que desafia uma linguagem de aparente verosimilhança e imediatismo mimético para chegar a uma linguagem que ponha em jogo o actor e o espectador português neste ano de 2009. Ou seja, a busca de uma desmontagem, de uma desconstrução, que afirme, paradoxalmente, o construído, o acumulado, na busca de uma linguagem artística do presente.
"Jardim Zoológico de Cristal" de Tennessee Williams com tradução de Fernando Vilas Boas tem a encenação de Nuno Cardoso e conta com a interpretação de Maria do Céu Ribeiro, Micaela Cardoso, Luís Araújo e Romeu Costa.

"Mosaiquisses Condius" de Marco Conde n' A Parede


"Mosaiquisses Condius", de Marco Conde é a exposição que se segue n' A Parede do Café Concerto. A partir de amanhã (dia 3 de Novembro) e até ao próximo dia 22 deste mesmo mês visite esta exposição que reune vários trabalhos em azulejo do ceramista guardense que actualmente frequenta o mestrado de Artes Plásticas na ARCA - EUAC de Coimbra.
A exposição tem entrada livre e pode ser visitada no horário de funcionamento do Café Concerto.

"Geografias" de Júlio Pereira no Grande Auditório


Júlio Pereira anda em digressão pelo país com "Geografias", o seu último disco. O espectáculo passa pelo TMG este sábado, dia 7 de Novembro, às 21h30, no Grande Auditório.
Neste concerto ouviremos o virtuosismo do músico que, ao longo de 30 anos de carreira como compositor, produtor e multi-instrumentista, marcou a música portuguesa e a consideração étnica das suas raízes, cruzando os sons tradicionais com as correntes estéticas que marcam as sucessivas contemporaneidades.

Olivetreedance no Café Concerto


O Circuito Português de Música ao Vivo, Outonalidades '09 volta a passar pelo TMG com mais um concerto. Olivetreedance é a proposta que o TMG e o Outonalidades lhe deixam para a noite de quinta-feira, dia 5 de Novembro. Oliver, Gupi, Xoben e Zé Puto sobem ao palco do Café Concerto às 22h00 horas para mostrar o que é afinal a fusão tribal da música de dança com os instrumentos acusticos. A originalidade destes músicos já os levou em digressão pela Europa e a uma breve passagem pela Índia.

30.10.09

Grupo de Música Contemporânea de Lisboa encerra o Síntese no sábado


O último concerto do Síntese - Ciclo de Música Contemporânea da Guarda acontece no sábado com a apresentação do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, um projecto fundado na Primavera de 1970 por Jorge Peixinho com a colaboração de Clotilde Rosa, Carlos Franco e António Oliveira e Silva, que desde há algum tempo trabalhavam em conjunto para a realização de uma série de concertos na Fundação Calouste Gulbenkian. O Grupo de Música Contemporânea de Lisboa foi o primeiro grupo português de música contemporânea, desempenhando assim um papel histórico de vanguarda na abertura da sociedade portuguesa à estética musical do nosso tempo. Os seus quase 40 anos de vida colocam-no no grupo restrito de formações deste tipo que ainda se mantêm em plena actividade, sendo um dos grupos mais antigos de música contemporânea na Europa.
Para este concerto, o grupo de Lisboa preparou um programa dirigido por João Paulo Santos e que inclui obras como: “Coração habitado” de Jorge Peixinho (Obra para mezzo soprano, flauta, violoncelo e piano); “Crossfade” de Carlos Caires (Obra para flauta, clarinete, violino, violoncelo, viola d’arco e piano que terá como pianista convidada Ana Telles); “Concerto para harpa e conjunto instrumental” de Jorge Peixinho (que terá como músicos convidados Luís Cascão na percussão, Ângelo Caleira na Trompa e o Solista e dedicatário da obra Mário Falcão); “Welcom” de Jorge Peixinho, “Infolio / para Constança”, de Jorge Peixinho (para piano solo) e ainda “Music box”, de Jorge Peixinho (obra para piano e caixinhas de música).

Playlist Novembro 2009


A Playlist do mês de Novembro no Café Concerto é uma escolha do guardense Rui Correia (psicólogo). Sons of the Delta, John Lee Hooker, Eric Clapton, Little Walter, B. B. King, John Hammond e Willie Dixon são alguns dos nomes que contsam do menu musical do mês.
Boas escutas!

(Des)Concertante Trio hoje no Síntese

Começou ontem e prolonga-se até sábado o Síntese - Ciclo de Música Contemporânea da Guarda.
Para hoje à noite (30 de Outubro), às 21h30, está marcado o concerto do (Des)Concertante Trio que apresenta um programa com obras dos compositores Carlos Marques , Sérgio Azevedo, Carlos Marecos e Paulo Jorge Ferreira.
O (Des)Concertante Trio formou-se em 2004 no âmbito da disciplina de Música de Câmara, na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco (ESART), sob a orientação do professor Paulo Jorge Ferreira.
Este grupo destaca-se pela sua heterogeneidade e diversidade sonora, o que tem suscitado o interesse de diversos compositores portugueses. Estrearam obras de Carlos Marques, Carlos Marecos, Sérgio Azevedo, Paulo Jorge Ferreira e Andrea Talmelli.
Desde a sua criação foram premiados em diversos concursos de música de câmara, 1º Prémio Concurso FOLEFEST 2007 (Portugal), 1º Prémio na Coupe Mondiale de Acordeão 2006 (Noruega), 2° Prémio Concorsi Interna zionali di Musica della Val Tidone 2006 (Itália), 2º Prémio nas 19ª e 20ª edições do Prémio Jovens Músicos da RDP em 2005 e 2006.
Em Fevereiro de 2007 o Instituto Politécnico de Castelo Branco atribui-lhes o troféu de mérito reservado a ex-alunos da instituição que se distinguem pelo seu elevado desempenho profissional.
O (Des)Concertante Trio participou em diversos concertos, nomeadamente 13º Festival Internacional de Música de Castelo Branco “Primavera Musical” e na 29ª edição do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim. Em 2009 o grupo realiza uma digressão por todo o país que irá concluir com um concerto no ClarinetFest 2009 (International Clarinet Association) na Casa da Música - Porto.
Durante o seu percurso realizou concertos um pouco por todo o país, alguns dos quais gravados e difundidos pela RDP, RTP Internacional, SIC, SIC Notícias, RTP, TVI e ZIP TV.

29.10.09

Folk Songs de Luciano Berio no e pelo Síntese


No ciclo Folk Songs, escrito em 1964 por Luciano Berio, cultura popular e cultura erudita partilham a sua essência comum ao nível mais sublime. Berio, um dos nomes mais incontornáveis do séc. XX musical, reúne um conjunto de onze canções populares – algumas autenticamente populares, outras escritas pelo compositor em estilo popular – para soprano e pequeno ensemble. O tratamento que Berio faz destas canções é, talvez, o mais brilhante exemplo de como a aparente simplicidade da música popular pode ser transvestida numa roupagem de uma grande complexidade e subtileza, por um compositor dotado de um conhecimento profundo de todos os recursos da música de vanguarda.
O ciclo abre com um solo de viola d’arco em ritmo irregular, sugerindo o carácter da popular rabeca, antecedendo a entrada da voz, na primeira de duas canções norte-americanas (Black is the coluor e I wonder as I wander). Segue-se a canção arménia Lossin yelav, que nos fala do luar. De notar que o ciclo foi escrito para a cantora norte-americana Cathy Berberian, companheira artística e pessoal de Berio, ela própria de origem arménia.
Na canção francesa Rossignolet du bois surgem doces metáforas envolvendo amor, frutas e jardins em interlocução com um rouxinol. A rude canção siciliana A la femminisca mostra-nos a angústia plena de dignidade das mulheres daquela ilha esperando os homens que vêm da pesca. As duas canções seguintes, La donna ideale e Ballo baseiam-se em melodias do próprio Berio e falam-nos das virtudes femininas e do amor. O rouxinol, metáfora nocturna do confessor amoroso, volta a surgir na canção sarda Motettu de tristura. As duas canções seguintes, Malurous qu'o uno fenno e Lo Fïolairé vêm dos Chants d’Auvergne de Joseph Canteloube e estão em lingual occitana. Na última canção do ciclo, Azerbaijan’s Love Song, o poema (em azeri e russo) foi transcrito auditivamente por Cathy Berberian a partir de um velho disco de 78 rpm.

"Folk Songs", de Luciano Berio é outra das composições que o Síntese interpreta no primeiro espectáculo do Ciclo de Música Contemporânea da Guarda que começa hoje (29 de Outubro) no TMG. O espectáculo está marcado para as 21h30 no Pequeno Auditório.

"Litania" de João Pedro Oliveira também estreia hoje, no Síntese


A composição "Litania", da autoria de João Pedro Oliveira estreia hoje à noite, às 21h30, no primeiro concerto do Ciclo de Música Contemporânea da Guarda. Neste espectáculo, o grupo Síntese irá também apresentar, em estreia absoluta, "Fractal Points" de Eduardo Patriarca acompanhados pelo solista Fausto Neves e ainda "FolK Songs" de Luciano Berio.
Sobre a obra em estreia de João Pedro Oliveira: «Numa Litania a mesma frase é repetida incessantemente sem parar. Essa repetição provoca, na maior parte das vezes, um percurso ascendente que aumenta a tensão e eleva o dramatismo da oração. Este percurso só termina com o esgotamento e abandono total do interveniente a um nível mais elevado de espiritualidade, em que as palavras, pensamentos ou razão deixam de fazer sentido, e apenas a fé é o motor de ligação entre o humano e o divino.» Trata-se de uma obra que foi encomendada pela Universidade de Aveiro/Instituto das artes, em 2003; e premiada em 2004, em Itália, pela Tribuna Internacional de Electroacústica, UNESCO/Conselho Internacional da Música.

O Síntese - Ciclo de Música Contemporânea da Guarda é uma organização do Teatro Municipal daGuarda e do Síntese - Grupo de Música Contemporânea (na foto).

28.10.09

Recortes: Miso Ensemble e Síntese no Público



Clique na imagem para ler o destaque do jornal Público ao espectáculo que hoje fecha o Y na Guarda, a ópera multimédia "Itinerário do Sal" dos Miso Ensemble e ao Síntese - Ciclo de Música Contemporânea da Guarda que arranca amanhã (29 de Outubro) no TMG.

(Des)Concertante Trio


O Desconcertante Trio é o grupo convidado do TMG e do Síntese para sexta-feira, o segundo dia do Ciclo de Música Contemporânea da Guarda que arranca amanhã (29 de Outubro) no TMG.
No programa deste concerto, o trio apresenta “Desconcertante” de Carlos Marques (2005), “Concertino” de Sérgio Azevedo (2005), “O Medo do Ritmo Branco) de Carlos Marcos (2006) e “Triopus” de Paulo Jorge Ferreira (2005).
O (Des)Concertante Trio, de Castelo Branco, é constituido por Sérgio Neves no clarinete, Ana Luisa Marques no violoncelo e Carisa Marcelino no acordeão.

Olivetreedance


Olivetreedance é um projecto pioneiro e único em Portugal. Trata-se da fusão tribal de música e dança. Este é terceiro concerto do circuito português de música ao vivo que volta a passar pelo Café Concerto do TMG a 5 de Novembro. O concerto, organizado em parceria pelo TMG e pelo Outonalidades, está marcado para as 22h00.

Hoje termina o Y no TMG





Termina hoje à noite, no Pequeno Auditório, a série de espectáculos na Guarda do Festival Y#7 . E termina com a original ópera multimédia do projecto Miso Ensemble intitulada "Itinerário do sal".
Trata-se de uma criação sobre a escrita: a musical, a poética e a gestual, sobre o músico/actor e a sua própria imagem, onde a voz é o prolongamento do corpo e do pensamento.
O espectáculo é apresentado pelo TMG e pela Quarta Parede, às 21h30.

27.10.09

Curtas em Flagrante no Café Concerto


Na sexta-feira, 30 de Outubro, logo após o (Des)Concertante Trio no Pequeno Auditório, o TMG apresenta no Café Concerto a iniciativa “Curtas em Flagrante”, organizada pela Associação Cultural O Elemento Indesejado, com a colaboração do Cineclube da Guarda.
Em exibição vão estar várias curtas-metragens de jovens realizadores portugueses, dentro do género da ficção, documentário, vídeo experimental e animação. A entrada é livre.

Oficinas no TMG para preparar Carnaval de 2010

Com o objectivo de proporcionar aos professores, educadores, membros de colectividades e animadores culturais técnicas e conhecimentos em distintas áreas de criação, com vista à preparação do desfile de Carnaval das escolas e do Julgamento e Morte do Galo do Entrudo em 2010, a Câmara Municipal da Guarda e o TMG, através do seu Serviço Educativo, propõem uma série de Oficinas a ter lugar na sala de ensaios do TMG durante o próximo mês de Novembro.
São quatro as oficinas que apresentamos, todas elas decorrendo em horário pós-laboral.
A primeira, “Construção de figurinos e máscaras em esponja” decorre entre 2 e 6 de Novembro e é orientada por Ângela Ribeiro.
Segue-se, a oficina “Construção de máscara expressiva” de 9 a 13 de Novembro, orientada por Envide Nefelibata.
Depois, entre 16 e 20 de Novembro “Jogos dinâmicas teatrais e técnicas de criação”, orientada pela actriz Cláudia Andrade.
E, de 23 a 27 de Novembro “Construção e interpretação de instrumentos musicais improvisados”, uma oficina orientada pelo músico Fernando Mota.
Todas as oficinas decorrem em horário pós-laboral, entre as 17h30 e as 20h00. As inscrições (na Bilheteira do TMG) são gratuitas, limitadas a 20 participantes por cada oficina e sujeitas a selecção.

O "Itinerário do sal", ópera multimédia


O último espectáculo do Festival Y#7 no TMG é a ópera multimédia do duo Paula e Miguel Azguime. O Miso Ensemble apresenta "Itinerário do sal" no Pequeno Auditório, esta quarta-feira (28 de Outubro), às 21h30. Veja aqui um pequeno excerto do espectáculo.

Fractal Points, de Eduardo Patriarca em estreia no Síntese


Fractal Points baseia-se numa obra anterior, homónima, para piano solo escrita para o Concurso “Marília Rocha” – edição 2007 que se realiza em Vila do Conde. Na altura escrevi uma pequena peça baseada no matemático Triângulo de Pascal, que se assemelha ao fractal Triângulo de Sierpinski. Achei sempre que a obra estava incompleta, que lhe faltava muita coisa para realmente funcionar como obra. Na altura pensei numa estrutura para piano e orquestra, ou ensemble. Quando em 2008 ingresso no mestrado e começo a trabalhar, para a minha tese, as relações entre fractais e composição, surgiu-me logo a hipótese de realizar a obra, e cheguei mesmo a anuncia-lo a Nancy Lee Harper quando esta me pediu o catalogo de obras para um trabalho seu. Nunca chegou a acontecer! Acabei por escrever “Spirale” para 2 marimbas. Em Maio/Junho de 2009 tive o prazer de ser o anfitrião do Síntese na cidade de Vila do Conde, para um concerto seu. No final desse concerto, e depois de existir uma pré-encomenda para o grupo, é me lançado um desafio específico para essa encomenda: uma obra para solista e ensemble, neste caso muito definido o solista como sendo o piano e o pianista o Fausto Neves. Não hesitei, tendo eu estudado piano, conheço bem o instrumento e tinha a honra de escrever directamente para o Fausto Neves (este já me tinha dado o prazer de uma estreia, Meditação de “3 Mantras e Meditação”, mas que não tinha sido escrita especificamente para ele, precisamente no concerto de abertura do Concurso “Maríilia Rocha” – edição 2006). No reportório do Séc. XX não há muitos exemplos de obras concertantes a partir dos anos 1950, ainda que nos anos 1980 tenham surgido brilhantes exemplos, que por si só seriam suficientes para elevar o género – os Concertos para piano de Lustolawsky e Ligeti, e deste último o Concerto para Violino. Por volta dessas datas surgia, numa revista francesa, um inquérito/entrevista a compositores franceses sobre a necessidade e/ou razão de escrever uma obra concertante. No geral os compositores declinavam a hipótese, assumiam a necessidade do virtuosismo concertante como falsa. No entanto, os Concertos que atrás referi não transformam o virtuosismo numa necessidade, mas sim num resultado. Assim, com estes exemplos e com o de António Pinho Vargas (“Acting out”, para piano, percussão e orquestra, e “…von fremden länder…” para piano solo e orquestra), atirei-me a uma obra concertante (não a primeira do catálogo, visto ter escrito em 1995 um Concerto para Violino, e em 1996 “Scarff Michael” para violino solo, 24 cordas e fita magnética) atirei-me à re-escrita da pequena peça para piano. Ainda que possa ser feita toda seguida, está pensada em 5 andamentos, nos quais o 4º é a cadência. O resultado é de facto uma obra para solista e ensemble. Felizmente o solista tem as capacidades que tem, e o Síntese a vontade e a seriedade demonstrada ou não teríamos tão cedo mais uma obra para solista e ensemble.

"Fractal points" é a obra do compositor Eduardo Patriarca que vai ter estreia absoluta no primeiro dia do Síntese - Ciclo de Música Contemporânea da Guarda, dia 29 de Outubro (quinta-feira), às 21h30, no Pequeno Auditório.

Na foto, Eduardo Patriarca

26.10.09

Síntese, começa dia 29 o Ciclo de Música Contemporânea da Guarda


Pelo quarto ano consecutivo, o TMG e o Síntese - Grupo de Música Contemporânea promovem, em Outubro, mais uma edição do Síntese – Ciclo de Música Contemporânea da Guarda.
O (Des)Concertante Trio, o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa e o Síntese - Grupo de Música Contemporânea são os convidados da quarta edição do Ciclo que decorre no TMG entre 29 e 31 de Outubro. O destaque desta edição vai para a estreia absoluta de “Fractal Points”, do compositor Eduardo Patriarca que abre o ciclo no dia 29.

De referir ainda que nesta edição a organização preparou uma assinatura especial do ciclo com a qual é garantido o alojamento e pequeno almoço durante os três dias em hotel de três estrelas, há também uma visita audio guiada ao centro histórico da cidade mais alta e, obviamente, os ingressos para os três concertos do Síntese. A assinatura custa 115 euros e está disponível em exclusivo na Bilheteira do TMG.

Miso Ensemble, o duo que encerra o Festival Y #7 no TMG


O Miso Ensemble é um duo de flauta e percussão com electrónica em tempo real. Fundado em 1985 pelo percussionista e compositor Miguel Azguime e pela flautista e compositora Paula Azguime, tem construido um percurso singular que se evidencia pela originalidade dos programas apresentados em concerto e pela diversidade das obras criadas para o duo que reflectem uma abordagem que assenta na tripla vertente dos seus membros (compositores/instrumentistas/improvisadores).
Tem assim o Miso Ensemble afirmado desde a sua criação uma nova forma de fazer e pensar a música, onde composição e improvisação são os meios utilizados para criar obras musicais distintas e onde a utilização da informática musical em tempo real como complemento e extensão dos instrumentos acústicos tem dado lugar a um trabalho pioneiro de investigação e criação no campo da música electrónica.
Paula e Miguel Azguime têm sido distinguidos com diversos prémios de interpretação e de composição e várias encomendas têm lhes sido feitas por instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais, para o Miso Ensemble e para as mais variadas formações.
Para além da sua actividade como músicos têm desenvolvido desde 1992 um intenso trabalho de divulgação da música contemporânea e dos compositores portugueses na qualidade de directores do Festival Internacional Música Viva, e mais recentemente como fundadores do Centro On-line de Informação da Música Portuguesa Contemporânea.
Além de terem alargado substancialmente o repertório para flauta e percussão, as obras colectivas de Paula e Miguel Azguime estendem-se também à música para cinema, teatro e dança, bem como à criação de instalações sonoras para exposições de arquitectura, pintura e escultura.
Paralelamente Miguel Azguime desenvolve uma prolífica actividade de compositor no sentido clássico do termo, criando obras para as mais diversas formações instrumentais e/ou vocais. Ao longo de 18 anos de existência com uma intensa actuação em Portugal e mais de 400 concertos realizados, o Miso Ensemble tem-se apresentado regularmente em vários países da Europa e também no continente Asiático.

O Miso Ensemble apresenta, no âmbitro do Y#7, a ópera multimédia "Itinerário do sal". Este é o espectáculo que fecha o Y na Guarda. Esta quarta, dia 28 de Outubro, no Pequeno Auditório, às 21h30.

23.10.09

Segue-se no Y o espectáculo multimédia do artista espanhol David Fernández

Benhard Bach – sexto filho de J. S. Bach – morre de tédio com apenas 24 anos. Fugindo da insuportável sombra do seu pai e da sua vida programada de pianista virtuoso, deixou atrás de si numerosas dívidas e um padre envergonhado (uma dura carta de J. S. Bach em que escreve sobre o seu filho assim o prova). Matar o teu pai deve ser duro quando o teu pai é Bach.

Através de uma estrutura narrativa composta por diferentes elementos tecnológicos presentes na vida quotidiana (ecrãs, comandos, videojogos, etc.) Benhard Bach fala-nos da música, do seu desassossego, da sua raiva e do seu pai. Tal como David Fernández, só que David é filho de Bruno de Verão Azul, e não de Bach.

«Utilizo o teatro como um espaço de comunicação, construindo o meu discurso com os elementos que me rodeiam. Utilizo-os. Aproveito-me deles, mas não devo nada à cultura. Nada. A Bach sim. A ele devo tudo. Mas Bach não é cultura. Bach é um urso», refere o actor, bailarino, músico e performer David Fernández.

Esta é a história de "El corazon, la boca, los hechos y la vida", o espectáculo que o TMG e a Quarta Parede apresentam no âmbito do Festival Y#7 este sábado (24 de Outubro) às 21h30, no Pequeno Auditório.

"Cinderela em bicos de pés" tem a direcção artística de Fernando Duarte e Solange Melo, bailarinos da Companhia Nacional de Bailado


Fernando Duarte e Solange Melo, bailarinos profissionais da Companhia Nacional de Bailado, criaram com "Cinderela em bicos de pés" um projecto único na apresentação de bailado clássico ao público infantil.
Cinderela em bicos de pés é o popular conto da Gata Borralheira contada e dançada para as crianças. È um espectáculo de aproximadamente 45 minutos com uma forte interligação entre narrador, bailarinos e público. A dança unida a uma vertente teatral torna-se na arte performativa que melhor une o tradicional conto infantil ao palco mágico e à fantasia.
O grande objectivo é criar não apenas um contador de histórias ou um espectáculo de dança, mas um ambiente único e dinâmico em que todos têm um papel participativo, inclusive as crianças onde de meros espectadores se transformam em personagens da própria historia.
Bailarinos profissionais dão vida às seis personagens principais deste conto e uma actriz com sólida experiência em teatro infantil assume o papel de narradora, que de simples empregada de limpeza do teatro se transforma em mestre-de-cerimónias do tão desejado baile.
A projecção de imagens reais do nosso património arquitectónico (cozinha real do Palácio Nacional da Pena, sala do trono do Palácio Nacional de Queluz e coche real do espólio do Museu Nacional dos Coches) é utilizada para dar vida aos vários cenários e assim também criar uma relação inter-cultural procurando despertar um interesse acrescido pelo património histórico português.
A partitura magistral de Sergei Prokofiev, escrita propositadamente para o bailado Cinderela, dá ênfase a um ambiente de sonho e de magia intemporal e inesquecível. Essa componente de fantasia vai não só encantar, mas também solidificar e enriquecer a educação artística e cultural de crianças de norte a sul do país e, quem sabe, despertar novas vocações.
Claro que por fim, Cinderela e o Príncipe vivem e dançam felizes para sempre.

"Cinderela em bicos de pés [a gata borralheira contada e dançada às crianças]" é o bailado que o TMG apresenta este sábado (24 de Outubro) no âmbito do Famílias ao Teatro. O espectáculo é no Grande Auditório às 16h00.

Foto de Barbosa Gama

"Itinerário do Sal" dos Miso Ensemble


Itinerário do Sal é a concretização de um trabalho de criação sobre a escrita: sobre a escrita musical, sobre a escrita poética, sobre a escrita gestual do músico/actor e da sua própria imagem, onde a voz é o prolongamento do corpo e do pensamento do poeta. Eis, portanto, a simbiose entre a essência da palavra e a evolução do Ser, apresentada na forma de uma nova dramaturgia designada por Ópera Electroacústica.
A primeira parte, aborda a questão da ausência do autor enquanto desdobramento e deslocação da sua personalidade criadora e põe em cena a própria cena.
A segunda parte é dominada pela pesquisa do gesto da escrita interpretado como gesto instrumental e portanto musical. No fundo do gesto de escrever está o som da palavra. A palavra subordinada à vida. A palavra liberta da palavra.
A terceira parte dá corpo à palavra e dá-lhe imagem. A partitura do poema compõe o tempo. Quem se lembra do tempo? Mas é o tempo que se lembra de nós! A criação toma conta do criador e volta a questão da loucura... dos seus limites, da cegueira causada pelo excesso de lucidez, pelo excesso de Ver. É a cegueira do branco que queima, o branco do sal. Na luz, ninguém o vê!
No palco, o compositor e o poeta, juntos, num só, conduz-nos através do seu mundo interior, do seu itinerário pessoal a que chama de Sal - o mesmo Sal que representa a sua resistência, a sua vontade, a sua essência e a sua multiplicidade. O Sal (substância fundamental) que nos surge também como manifestação de conhecimento e de sabor; o itinerário que é decerto o do criador, mas que é também e simultaneamente a imagem e à imagem de tantos outros itinerários, caminhos, trocas, inspirações, demandas...

A ópera multimédia do duo Paula e Miguel Azguime sobe ao palco do Pequeno Auditório na próxima quarta-feira (28 de Outubro) . Trata-se do último espectáculo do Festival Y no TMG.

22.10.09

Miss E@sy: música e bom humor num só espectáculo!


Miss E@sy, ou seja Detlef Shafft, apresenta hoje à noite (22 de Outubro) no Café Concerto o disco de estreia "The mom of the year". No alinhamento, entre outros temas, "Cool Beat", "Harmonica Rock", "Tango da muleta" ou "Rap do pato" apresentados em palco por Miss E@sy, Mlle S'il Vous Plaît (José Baltazar), Candy Trambolho (Renato Correia), Paulina Pirelli (Eva Cabral), Estercita Gardel (Alejandra Herzberg).
A não perder! A partir das 22h00.

Fotos do bailado "Cinderela em bicos de pés"





Fotos da autoria de Barbosa Gama.

Cinderela em bicos de pés… e o compositor Sergei Prokofiev


Nascido a 23 de Abril de 1891 em Sontsovka na Ucrânia do antigo Império Russo, Sergei Sergeyevich Prokofiev é considerado um dos maiores compositores do século XX. Foi também um aclamado pianista e um reputado maestro. Iniciou e completou os seus estudos no Conservatório de S. Petersburgo de 1904 a 1914, tendo ganho não só o Prémio Anton Rubinstein após a sua graduação, mas também a fama de "enfant terrible". A sua vasta obra engloba diversos géneros, incluindo sinfonias, concertos, óperas e música para ballet e cinema, entre outros.
Passou várias temporadas no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos, onde adquiriu imensa notoriedade como compositor de vanguarda ficando a crítica musical do seu tempo totalmente rendida ao seu génio. Regressou permanentemente à sua Rússia Natal em 1936, para aí vir falecer, em Moscovo, a 5 de Março de 1953.
“Cinderela - Ballet em III Actos, Op. 87” - Partitura escrita por Prokofiev entre 1940/44, por encomenda do Ballet Kirov. A estreia mundial de Cinderela ocorreu a 21 de Novembro de 1945 no Teatro Bolshoi, em Moscovo, com coreografia original de Rostislav Zakharov. O maestro foi Yuri Fayer.

"Cinderela em bicos de pés" é o espectáculo que se segue no Famílias ao Teatro de Outubro. O bailado acontece no sábado (dia 24) às 16h00 no Grande Auditório.
Este espectáculo tem a Direcção Artística e Concepção de Fernando Duarte e Solange Melo, a Coreografia de Fernando Duarte, a Música de Sergei Prokofiev e a interpretação de Sofia Saragoça, Alba Tapia, Frederico Gameiro, Brent Williamson, Catarina Grilo, Maria Santos e Africa Sobrino.

21.10.09

Miss Easy


Miss Easy apresenta no Café Concerto amanhã, dia 22, o disco de estreia "The mom of the year". Rir nunca foi tão e@sy! O espectáculo começa às 22h00.

David Fernández, o criador e intérprete de "El corazon, la boca, los hechos y la vida"


Iniciou a sua formação como bailarino aos 18 anos, estudando dança clássica com Carmen Roche e dança contemporânea com Blanca Calvo, Francesc Bravo, Ana Buitrago, Wim Vandekeybus, Carmen Werner, Mónica Valenciano, etc., ao mesmo tempo que descobria a sua outra voz, o violoncelo. Durante os primeiros 6 anos desenvolveu uma intensa actividade autodidacta com o violoncelo, até que pode estudar com maestros como Rafael Ramos, o grande Asier Polo e actualmente com Michael K.Jones. Formado como actor durante 4 anos no estúdio de J.C. Corazza trabalhou em teatro e dança com Olga Mesa, S. Collado, Ramón Oller, Carmen Werner, Juan Domínguez, Ara Malikian, Dani Panullo, Teresa Nieto, Angélica Liddel, Santiago Sánchez, Alberto García, Enrique Cabrera, La Ribot, La Fura dels Baus, Cuqui Jerez, e mais recentemente com Calixto Bieito (Los Persas), onde também compôs parte da música.
Em finais de 2004 começou a dirigir, produzir e distribuir os seus próprios trabalhos, tendo apresentado ao longo deste tempo 8 espectáculos em Espanha, França, Colômbia e Venezuela sem qualquer patrocínio ou apoio oficial.
Há dois anos começou a integrar no seu trabalho diferentes elementos tecnológicos, desde telemóveis a ecrãs de led’s, passando pelos videojogos e sensores.
Forma a one-man-band CabezaBorradora. Para conhecer todos os projectos deste artista espanhol, visite a página oficial de David Fernández aqui.

"El corazon, laboca, los hechos y la vida" é o segundo espectáculo do Festival Y na Guarda. Criado e interpretado pelo bailarino, actor, performer e músico David Fernández, este espectáculo sobe ao palco do Pequeno Auditório no sábado, dia 24 de outubro, às 21h30.
Adquira bilhetes aqui.

20.10.09

A ópera multimédia dos Miso Ensemble


O último espectáculo do Festival Y na Guarda está marcado para 28 de Outubro com a ópera multimédia do Miso Ensemble intitulada “Itinerário do Sal”. Miguel e Paula Azguime propõem «uma viagem sobre a escrita musical, sobre a escrita poética, sobre a escrita gestual do músico/actor e da sua própria imagem, onde a voz é o prolongamento do corpo e do pensamento do poeta». A simbiose entre a essência da palavra e a evolução do Ser, apresentada pela dupla de músicos na forma de uma nova dramaturgia designada por ópera electroacústica.
O espectáculo sobe ao palco do Pequeno Auditório, na quarta-feira, às 21h30. “Itinerário do Sal” tem composição, textos e performance de Miguel Azguime, desenho de som, electrónica em tempo real, encenação e vídeo de Paula Azguime, vídeo em tempo real de Perseu Mandillo e programação vídeo de André Bartetzki. A concepção do espectáculo é da dupla Paula e Miguel Azguime.

3 dias em 30 segundos


Três dias de trabalho resumidos em 30 e poucos segundos. Aconteceu no início deste mês no TMG, a oficina de pintura mural orientada pelo artista plástico Kim Prisu.

Ecrãs, comandos e videojogos dão vida ao espectáculo de David Fernandez no Y


Na noite de sábado, dia 24 de Outubro, o TMG e a Quarta Parede apresentam o segundo momento do Festival Y na Guarda. Trata-se da performance multimédia do actor espanhol David Fernandez intitulada “El corazón, la boca, los hechos y la vida”. O artista recorre a uma parafernália de ecrãs, comandos e videojogos para apresentar uma performance multimédia surpreendente. A ideia é recorrer a objectos tecnológicos do nosso dia-a-dia para desvendar uma história de amor/ódio.
Na história, «Benhard Bach – sexto filho de J. S. Bach – morre de tédio com apenas 24 anos. Fugindo da insuportável sombra do seu pai e da sua vida programada de pianista virtuoso, deixou atrás de si numerosas dívidas e um padre envergonhado (uma dura carta de J. S. Bach em que escreve sobre o seu filho assim o prova). Matar o teu pai deve ser duro quando o teu pai é Bach. Benhard Bach fala-nos da música, do seu desassossego, da sua raiva e do seu pai.
“El corazón, la boca, los hechos y la vida” conta com textos, interpretação, desenho de software e dramaturgia de David Fernandez.
O espectáculo, classificado para maiores de 12 anos, está marcado para as 21h30 no Pequeno Auditório.

19.10.09

Famílias ao Teatro! com a "Cinderela"


No início de 2009, o TMG lançou a iniciativa Famílias ao Teatro. Uma vez por mês, o público familiar é desafiado para matinés de teatro, dança e música. Em Outubro, no dia 24, é a vez da dança com o espectáculo “Cinderela em bicos de pés [a gata borralheira contada e dançada às crianças]” que sobe ao palco do Grande Auditório, às 16h00. Trata-se de um espectáculo com uma forte interligação entre narrador, bailarinos e público. A dança, unida a uma vertente teatral, torna-se na arte performativa que melhor une o tradicional conto infantil ao palco mágico e à fantasia. Bailarinos dão vida às seis personagens principais deste conto e uma actriz assume o papel de narradora, que de simples empregada de limpeza do teatro se transforma em mestre-de-cerimónias do tão desejado baile.
Este espectáculo tem a Direcção Artística e Concepção de Fernando Duarte e Solange Melo, a Coreografia de Fernando Duarte, a Música de Sergei Prokofiev e a interpretação de Sofia Saragoça, Alba Tapia, Fernando Duarte, Armando Maciel, Catarina Grilo, Maria Santos e Africa Sobrino.

Foto: Barbosa Gama

Miss Easy faz a apresentação nacional de disco no Café Concerto


Miss Easy, alter ego versão matrafona de Det Schafft, apresenta no Café Concerto esta quinta-feira, às 22h00, as canções do seu novo trabalho, num espectáculo que o artista diz «inclassificável». Trata-se do lançamento nacional do disco de estreia de Miss Easy [ the mom of the year] .
«Para falar da Miss E@sy, o melhor é começar por explicar o que são “Matrafonas”. Em Torres Vedras, durante o Carnaval, todos os homens se vestem de mulher. São então chamados de Matrafonas. Não são Drags, pois o seu objectivo não é o de imitar as mulheres; eles mantêm o seu comportamento masculino. O objectivo é a transgressão – ainda se cospe no chão, mas vai-se à casa-de-banho feminina! Na primeira vez que os vi, fiquei muito espantado. Uau! Eles não tinham problemas de se mostrarem ridículos, mesmo que fosse só por uns dias… Desafiei então José Baltazar (Mademoiselle S’il Vous Plait) e Renato Correia (Candy Trambolho) a esquecerem a sua educação católica “and go bananas all year long”. Depois da primeira prova de guarda-roupa, soubemos que esta era a banda pela qual o mundo ansiava…» eis a explicação da própria Miss Easy (aliás, Det Schafft) sobre a origem deste novíssimo e divertido projecto.
Não falte, rir nunca foi tão easy!

"Belarmino", primeira longa-metragem de Fernando Lopes quarta-feira no TMG


O Cineclube da Guarda e o TMG apresentam esta quarta-feira, no Pequeno Auditório (21h30), a primeira longa metragem do realizador português Fernando Lopes intitulada "Belarmino".
O filme (de 1964) é o retrato de um antigo lutador de boxe, Belarmino Fragoso, através das suas deambulações por uma Lisboa que já não existe. A solidão, o medo e a derrota cruzam-se num filme que baralha o documentário, a ficção e a entrevista num passeio por antigas salas de cinema e clubes nocturnos. Protagonizado por Belarmino Fragoso, Albano Martins e Tony Alonso.

16.10.09

Sinfónica da PSP no Grande Auditório


Este sábado, dia 17 de Outubro, actua no Grande Auditório do TMG a Banda Sinfónica da PSP numa organização conjunta do Comando Distrital da PSP da Guarda, do TMG e da Câmara Municipal da Guarda. Trata-se de um concerto no âmbito dos 125 anos da criação do Comando Distrital da PSP da Guarda, dirigido pelo maestro Ferreira Brito (comissário).
Neste concerto, que tem início marcado para as 21h30, serão interpretadas obras dos compositores James Barnes, Georges Bizet, Ulvaeus / Andersson, Joaquim Luís Gomes e Franco Cesarini.

"Solo a ciegas [con lágrimas azules)" hoje, sexta, no TMG


Olga Mesa, que normalmente faz desaparecer a quarta parede no seu diálogo com o público, convida-nos a entrar num novo espaço de escuta e percepção do corpo.
Movimentos intuitivos, imagens periféricas ou escondidas, sons imperceptíveis, inesperados, não identificáveis. Dramaturgia que parte de uma forma de escrita automática, da deslocação de territórios por meio de diferentes materiais visuais e sonoros: zonas narrativas em construção, casuais, móveis, autónomas. Os elementos constituintes da criação, câmara no palco, palavras reflexivas e nuas, as interrogações que o corpo formula através do próprio olhar…, estão presentes nesta obra para levar a cabo uma outra experiência mais intuitiva, mais próxima dos sentidos, mais imediata. Apenas algumas palavras, extraindo do corpo sons como suspiros, evocações em que se entrevêem expiações, apelos, ritos… Linguagem poliglota de enunciados fragmentados e dispersos. O texto aparece em voz off, criando espaços temporais paralelos à presença do corpo e da sua fantasia, e as possíveis memórias (não) visíveis que difunde. O corpo é colocado sob o prisma da evocação de movimentos já vividos, esquecidos, inesperadamente recordados. Decifra as inscrições de um passado sepultado, inventado, sonhado ou desejado. O que significa a presença deste corpo maduro, que escuta e se abandona aos seus desejos mais aleatórios e intimamente explosivos? O ser sob a influência das suas ligações genealógicas, com a história desse avô e do seu exílio temporário na Argentina antes da guerra civil espanhola. O público é o par invisível de um tango reinventado, e Pasolini, Verlaine, Walser, João César Monteiro, são secretos companheiros de viajem. Um olhar de escuta, introspectivo, periférico, despido de projecção intencional.
A estranheza e o mistério de memórias ancestrais que se manifestam num movimento, num grito, numa palavra, num animal totem ou num poema. Uma luz / imagem indirecta, refractada, entre a potência máxima e a obscuridade, entre a exposição e o resguardo.
Olga Mesa propõe, com Solo a ciegas (con lágrimas azules) um objecto inesperado.
O seu corpo transforma-se em instrumento de transmissão, emissão e revelação, um catalisador de histórias pessoais e colectivas.

"Solo a ciegas [con lágrimas azules]" é um espectáculo integrado no Festival Y#7 que o TMG e a Quarta Parede apresentam hoje à noite (16 de Outubro) no Pequeno Auditório. O espectáculo tem início às 21h30.

O "Património natural da Guarda" fotografado por Fernando Romão


A partir de hoje (16 de Outubro) e até ao final deste mês os stand ups informativos das mesas do Café Concerto recebem a fotografia de Fernando Romão sob o título "Património natural da Guarda". Fernando Romão é fotógrafo profissional desde 2000, é de Lisboa mas actualmente reside na Guarda. Trabalhos apresentados no âmbito do Table of Contents, iniciativa do TMG que mensalmente mostra a criação de dois artistas no Café Concerto.

15.10.09

Foto tertúlia "Distúrbios alimentares: causas e consequências"


"Distúrbios alimentares: causas e consequências" foi o tema em debate ontem, 14 de Outubro, no Café Concerto, numa iniciativa do TMG e da Câmara Municipal da Guarda
Na foto, o painel de oradores: da esquerda para a direita, Dulce Quadrado (médica de saúde familiar), Raquel Arteiro (nutricionista), Victor Afonso (Serviço Educativo do TMG e moderador) e Sílvia Castro (psiquiatra). Assistiram à tertúlia cerca de 30 pessoas.

Foto Armando Neves

Residência artística no Feital


A propósito da próxima produção do Projéc~ que estreará em Dezembro no TMG, decorreu durante o passado fim-de-semana, no Feital, uma residência artística.
"São Francisco de Assis" e "Mundus Imaginalis num Quadro de Van Gogh", de Vicente Sanches terá encenação e interpretação de Américo Rodrigues, música de César Prata, figurinos de Maria Lino, cenografia de Zigud e luz de António Freixo.

A animação contagiante da Velha Gaiteira hoje no Café Concerto


Velha Gaiteira, o projecto português criado no Paúl com o objectivo de divulgar a gaita de fole transmontana e as percussões tradicionais da Beira Baixa actua esta noite no Café Concerto. Trata-se de uma iniciativa conjunta do TMG e do Outonalidades no âmbito do Circuito Português de Música ao Vivo (Outonalidades'09). O concerto está marcado para as 22h00.

Olga Mesa, a criadora e intérprete de "Solo a ciegas [con lágrimas azules]"


Coreógrafa e artista visual espanhola, estudou dança, música e teatro em Espanha e França (Rosella Hightower / Cannes).
O segundo prémio no Concurso Coreográfico de Madrid deu-lhe acesso a uma bolsa de estudo de um ano no Merce Cunningham Studio, em Nova Iorque.
Entre 1984 e 1988 foi membro fundador da companhia Bocanada Danza, dirigida por Blanca Calvo e La Ribot, e entre 1996 e 1999 participou activamente no desenvolvimento da dança experimental e contemporânea em Madrid como membro da associação “La Inesperada”. Foi também a força motriz de vários projectos (colaborações com publicações de arte contemporânea, performances e improvisações com outros performers e artistas visuais em projectos não convencionais) destinados a promover maior cumplicidade entre diferentes campos de expressão artística.
Em 1992 fundou a sua própria companhia em Madrid. Desde então criou doze peças coreográficas, frequentemente reunidas em grupos temáticos como a trilogia Res, non verba/Cosas, no palabras (1996-1999) ou o projecto Más público, más privado, iniciado em 2001.
Olga Mesa tem desenvolvido quase sempre o seu trabalho durante residências artísticas e em co-produção com numerosos festivais e instituições europeias e internacionais.
Paralelamente, desenvolve trabalho como vídeo-artista, com obras como Lugares Intermedios e Europas. Com esta última obteve em 1995 o primeiro prémio do Festival de Vídeo de Tondela, em Portugal. 1996 marca o início da sua colaboração com o artista visual catalão Daniel Miracle com o solo estO No eS Mi CuerpO (parte de Res, non verba). A apresentação desta peça em 2001 no Théatre de la Ville, em Paris, foi um passo fundamental na carreira de Olga Mesa, já que marcou o início das suas criações e extensivas digressões na França e na Europa.
Em 2005, Olga Mesa fundou a associação “Hors Champ / Fuera de Campo” em França.
Até Outubro de 2006 foi artista em residência no Théatre Pôle Sud, em Estrasburgo, França. No Outono de 2007 foi convidada como coreógrafa em residência a realizar um trabalho de comissariado e intervenção com as obras da colecção de arte contemporânea no Frac de Metz, em França.
Paralelamente às suas criações cénicas, dirige estágios e laboratórios de criação usando o corpo como suporte narrativo de experimentação e desenvolvendo uma prática multidisciplinar de pensamento e reflexão.

Olga Mesa apresenta "Solo a ciegas [con lágrimas azules]" na sexta, dia 16 de Outubro no Pequeno Auditório. Trata-se do primeiro espectáculo do Festival Y na Guarda, uma co-produção da Quarta Parede - Associação de Artes Performativas da Covilhã.

Assobio nas jornadas "Saber Envelhecer"



O Assobio actua esta sexta-feira à noite, 16 de Outubro, no Café Concerto no âmbito das III Jornadas Saber Envelhecer que a Casa de Saúde Bento Menni e as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus promovem na Guarda nos dias 16 e 17 de Outubro.

14.10.09

Saúde e distúrbios alimentares: causas e consequências

Saúde e distúrbios alimentares: causas e consequências é o tema do debate que o TMG, através do seu Serviço Educativo, e a Câmara Municipal da Guarda promovem esta noite (às 21h30) no Café Concerto.
Participam no debate Raquel Arteiro (nutricionista), Sílvia Castro (psiquiatra) e Dulce Quadrado (médica de saúde familiar). A entrada é livre.
Sobre este mesmo tema o TMG exibiu ontem à noite o documentário "Thin - Magra" da realizadora Lauren Greenfield do qual poderá ver alguns excertos aqui.

"A Corda" de Alfred Hitchcock


"A Corda" do mestre do suspence Alfred Hitchcock é o filme que o TMG apresenta através do seu Serviço Educativo esta tarde, às 14h30. O filme é destinado a alunos do Ensino Secundário e Superior, estando confirmadas já as presenças de duas turmas uma do Fundão e outra da Guarda.
No final haverá debate. A entrada é livre.

Director artístico do TMG no fórum “A língua toda” e nas jornadas “Saber Envelhecer”

Amanhã, 15 de Outubro, o director artístico do TMG participará no fórum “A língua toda” que a Alma Azul apresenta na Biblioteca Municipal de Castelo Branco às 18h00. Tudo é Cultura? É a questão que se pretende debater nesta iniciativa.
Trata-se de uma actividade no âmbito do 10º aniversário da Editora Alma Azul que está a promover entre Setembro e Novembro de 2009 a actividade “A LÍNGUA TODA - Festival de Língua Portuguesa”. O objectivo é divulgar e aprofundar o conhecimento da língua portuguesa nas suas mais diversas formas.
E na sexta, dia 16, Américo Rodrigues irá participar nas III Jornadas Saber Envelhecer que a Casa de Saúde Bento Menni e as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus organizam na Guarda. Américo Rodrigues irá integrar a mesa redonda “Envelhecimento activo – histórias de vida contadas ao vivo” que conta com os testemunhos de Júlia Fonseca e Antónia Morgado, entre outros. A actividade está marcada para as 11h00 na Casa de Saúde Bento Menni.

Obra de Eduardo Patriarca tem estreia absoluta no Síntese


O Síntese - Grupo de Música Contemporânea, o (Des)Concertante Trio e o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa são os convidados da quarta edição do Síntese – Ciclo de Música Contemporânea da Guarda. O destaque vai para a estreia absoluta de “Fractal Points”, do compositor Eduardo Patriarca que abre o ciclo no dia 29. De referir ainda que este ano o TMG preparou no âmbito do Ciclo de Música Contemporânea uma assinatura especial com alojamento para quem deseja conhecer a Guarda e assistir aos três concertos do Síntese.

Pelo quarto ano consecutivo, o TMG e o Síntese - Grupo de Música Contemporânea promovem, em Outubro, mais uma edição do Síntese – Ciclo de Música Contemporânea da Guarda.
O ciclo tem início no dia 29 com a estreia absoluta da obra do compositor português Eduardo Patriarca, intitulada “Fractal points”, pelo Síntese – Grupo de Música Contemporânea e pelo solista Fausto Neves (piano). Trata-se de uma inovação ao nível da música contemporânea que tende a marginalizar a obra concertante para solista e ensemble instrumental. O concerto será complementado por outras obras, das quais se destaca o emblemático ciclo de canções "Folk Songs" de Luciano Berio.
Segue-se, no dia seguinte (30 de Outubro), o (Des)Concertante Trio, um grupo formado em 2004 no âmbito da disciplina de Música de Câmara, na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco (ESART), com a orientação do professor Paulo Jorge Ferreira. O trio já estreou obras de Carlos Marques, Carlos Marecos, Sérgio Azevedo, Paulo Jorge Ferreira e Andrea Talmelli. Desde a sua criação foram laureados em diversos concursos de música de câmara, 1º Prémio Concurso FOLEFEST 2007 (Portugal), 1º Prémio na Coupe Mondiale de Acordeão 2006 (Noruega), 2° Prémio Concorsi Internazionali di Musica della Val Tidone 2006 (Itália), 2º Prémio nas 19ª e 20ª edições do Prémio Jovens Músicos da RDP em 2005 e 2006.
O último concerto do Ciclo de Música Contemporânea da Guarda acontece a 31 de Outubro com a apresentação do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, um projecto fundado na Primavera de 1970 por Jorge Peixinho com a colaboração de Clotilde Rosa, Carlos Franco e António Oliveira e Silva, que desde há algum tempo trabalhavam em conjunto para a realização de uma série de concertos na Fundação Calouste Gulbenkian. O Grupo de Música Contemporânea de Lisboa foi o primeiro grupo português de música contemporânea, desempenhando assim um papel histórico de vanguarda na abertura da sociedade portuguesa à estética musical do nosso tempo. Os seus quase 40 anos de vida colocam-no no grupo restrito de formações deste tipo que ainda se mantêm em plena actividade, sendo um dos grupos mais antigos de música contemporânea na Europa.
Para este concerto, o grupo de Lisboa preparou um programa dirigido por João Paulo Santos e
que inclui obras como: “Coração habitado” de Jorge Peixinho (Obra para mezzo soprano, flauta, violoncelo e piano); “Crossfade” de Carlos Caires (Obra para flauta, clarinete, violino, violoncelo, viola d’arco e piano que terá como pianista convidada Ana Telles); “Concerto para harpa e conjunto instrumental” de Jorge Peixinho (que terá como músicos convidados Luís Cascão na percussão, Ângelo Caleira na Trompa e o
Solista e dedicatário da obra Mário Falcão); “Welcom” de Jorge Peixinho, “Infolio / para Constança”, de Jorge Peixinho (para piano solo) e ainda “Music box”, de Jorge Peixinho (obra para piano e caixinhas de música).
Todo o ciclo decorrerá no Pequeno Auditório, com bilhetes a 5 euros. A organização preparou também uma assinatura especial que custa 115 euros e que inclui estadia em hotel de três estrelas (três noites, com direito a pequeno almoço), os bilhetes para todo o ciclo e uma visita audioguiada ao centro histórico da cidade mais alta.

13.10.09

"Na(s)cer Cansado" está de regresso a Espanha no dia 19


Foi em Espanha que estreou a primeira produção do TMG e da Junta de Castilla y León, no âmbito do programa REDES, a peça a partir da vida e obra de Henri Michaux, "Na(s)cer Cansado". E é a Espanha que regressa esta encenação de Luciano Amarelo depois da sua apresentação em Portugal no TMG, em Setembro último. A equipa de "Na(s)cer Cansado" apresenta-se no Gran Teatro de Cáceres na próxima segunda-feira, dia 19 de Outubro.

"Solo a ciegas" da coreógrafa Olga Mesa abre o Y na Guarda


Na sexta, dia 16 de Outubro, arranca o festival Y na Guarda. “Solo a ciegas [con lágrimas azules]” da coreógrafa e intérprete espanhola Olga Mesa sobe ao palco do Pequeno Auditório às 21h30.
Um novo solo, um novo olhar. Olga Mesa submerge-nos, neste espectáculo, num universo de evocações, de presenças limítrofes e de memórias. A coreografa, que normalmente faz desaparecer a quarta parede no seu diálogo com o público, convida-nos a entrar num novo espaço de escuta e percepção do corpo. «Movimentos intuitivos, imagens periféricas ou escondidas, sons imperceptíveis, inesperados, não identificáveis. Dramaturgia que parte de uma forma de escrita automática, da deslocação de territórios por meio de diferentes materiais visuais e sonoros: zonas narrativas em construção, casuais, móveis, autónomas», refere Olga Mesa na descrição do espectáculo.
Este espectáculo é apresentado em co-produção do TMG com a Quarta Parede.

Velha Gaiteira, o segundo momento do Outonalidades na Guarda

O Circuito Português de Música ao Vivo Outonalidades volta a fazer nova paragem no TMG. Desta vez é o projecto Velha Gaiteira que sobe ao palco do Café Concerto na quinta-feira, às 22h00. Trata-se de uma organização em parceria do TMG e do Outonalidades. A não perder!

12.10.09

Novo disco de Ana Moura chega hoje às lojas e em Dezembro é apresentado no TMG


"Leva-me aos Fados", o novo disco de Ana Moura, chega hoje, 12 de Outubro, às lojas de todo o país.
Trata-se do quarto álbum de estúdio da fadista que sucede o multi-galardoado "Para Além da Saudade" (2007). Ana Moura apresenta este novo trabalho no Grande Auditório do TMG a 12 de Dezembro.
"Leva-me aos Fados" conta com uma lista de participações de luxo de onde se destacam José Mário Branco, Gaiteiros de Lisboa, Manuela de Freitas, Amélia Muge e Tózé Brito. Tal como os anteriores, tem a produção de Jorge Fernando.

Adquira bilhetes para o concerto de Ana Moura no TMG aqui.

"A corda" de Hitchcock em debate na quarta-feira


Em 2009 assinala-se o centésimo aniversário do nascimento de um dos maiores realizadores de sempre: Alfred Hitchcock.
“A Corda” é um thriller intenso inspirado num caso real de homicídio. É um dos grandes filmes do mestre do suspense clássico, sendo considerado um dos mais singulares filmes de sempre, porque foi feito sem cortes de montagem. “A Corda” é um filme sobre dois homens que matam um outro só pelo prazer de matar, defendendo uma superioridade moral perante outro ser humano (teoria baseada na filosofia do “Super-Homen” de Nietzsche). Esta obra motiva muitos pontos de discussão sobre questões morais e filosóficas, que serão abordadas no final da exibição do filme.
A sessão, marcada para quarta-feira às 14h30 no Pequeno Auditório, é especialmente dirigida a estudantes de Filosofia, Artes e Comunicação. A entrada é livre.

Banda Sinfónica da PSP actua no TMG sábado


Este sábado, dia 17, actua no Grande Auditório do TMG a Banda Sinfónica da PSP numa organização conjunta do Comando Distrital da PSP da Guarda, do TMG e da Câmara Municipal da Guarda. Trata-se de um concerto no âmbito dos 125 anos da criação do Comando Distrital da PSP da Guarda, dirigido pelo maestro Ferreira Brito (comissário).
No ano em que se cumprem os 125 anos da criação do Comando Distrital da PSP da Guarda, a Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública (PSP), apresenta nesta cidade, um concerto alusivo à data.
A Banda Sinfónica da PSP teve origem num agrupamento de elementos policiais com conhecimentos de música que pertenciam ao então Comando Distrital da PSP de Lisboa - actual Comando Metropolitano.A banda já actuou nos mais distintos auditórios nacionais, tais como: Teatro Nacional de S. Carlos, Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, entre muitos outros, para além de ter participado em programas de Rádio e Televisão nacionais.
O concerto, no Grande Auditório do TMG, está marcado para as 21h30.

"Thin - Magra" de Lauren Greenfield


"Thin - Magra" é um documentário sobre anorexia e bulimia nos jovens que o TMG e a Câmara Municipal da Guarda apresentam no Café Concerto amanhã, dia 13 de Outubro.
Este filme, realizado por Lauren Greenfield, é uma jornada emocional rica em experiências que permite um maior entendimento da complexidade das desordens alimentares, que envolvem hábitos alimentares, imagem corporal e auto-estima. “Thin” revela os rostos e as histórias por trás das estatísticas dessa crescente desordem num registo jornalístico e com opiniões de especialistas na área dos distúrbios alimentares

Ao som da gaita com a Velha Gaiteira


Numa parceria do TMG com o Outonalidades, segue-se no Café Concerto na quinta-feira, dia 15, às 22h00, o concerto do projecto Velha Gaiteira.
Velha Gaiteira nasceu no Paúl com o intuito de divulgar a gaita de fole transmontana e as percussões tradicionais da Beira Baixa. É um projecto de raiz tradicional cujo repertório serve como homenagem a todas as velhas gaiteiras que mantêm viva a musica enquanto veiculo de comunicação e expressão cultural e identitaria. Os seus temas originais partem deste universo rural e pastoril para um novo caminho desbravado todos os dias ao som da gaita, da caixa, do bombo, dos adufes.
Ouça o projecto aqui.